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As crises religiosas

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A base do renascimento se encontra no crescimento gradativo da burguesia comercial e das atividades econômicas entre as cidades européias, o que acabou estimulando a vida urbana. O aperfeiçoamento da empresa facilitou a difusão de novas idéias, contribuindo para o enriquecimento do ambiente cultural. As expedições oceânicas, por sua vez, alargaram a visão do homem europeu, o colocando em contato com povos de culturas diferentes. O desenvolvimento da matemática e do método experimental proporcionou o surgimento das bases da ciência moderna. Graças aos humanistas, numerosas obras gregas e latinas, de assuntos literário filosófico e cientifico, foram traduzidas e difundidas. O pensamento da época se nutria da filosofia grega, e as obras de arte eram cada vez mais patrocinadas pela rica burguesia. O estudo das línguas se desenvolveu bastante, surgindo às primeiras gramáticas da língua moderna. Pintores, escultores, arquitetos se inspiravam nas obras dos antigos gregos e romanos, que se transformaram em modelos. Por isso diziam que a gloriosa arte antiga estava renascendo. Todas essas atividades resultaram na formação de um clima intelectual otimista e confiante na força do ser humano, que é visto como o centro do universo, a medida de todas as coisas. O renascimento começou em Florença, na Itália, e foi adquirindo aspectos diferentes à medida que se difundia pela Europa, no entanto se manifesta sempre uma característica comum: a ruptura, em maior ou menor grau, com forte teocentrismo da idade media.

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